Conforme estudo da Coordenação de Vigilância Nutricional do Estado de Goiás, dietas restritivas para emagrecer, também conhecidas como "dietas da moda", podem ser muito prejudiciais à saúde por vários motivos.
Falando em efeito rebote, com os primeiros componentes corporais perdidos, o corpo, sob restrição, tende a eliminar água e músculos (aqui, para obter energia). Ocorre que, diminuindo a quantidade de musculatura corporal (massa magra), também temos uma mudança no perfil hormonal e tal situação poderá resultar na redução do gasto calórico em repouso.
Isso ocorre porque, para manter os músculos, o corpo precisa de energia. Assim, reduzindo a massa magra, o organismo também precisará de menos calorias e será ainda mais necessário cuidar da ingestão de alimentos, com um desequilíbrio que gera um efeito rebote por um período de restrição alimentar.
Conforme compilado de estudos do Ministério da Saúde, as dietas restritivas, pela falta de componentes nutricionais importantes e pelo baixo consumo de calorias, podem gerar condições prejudiciais à saúde como vômitos, hiperglicemia, dificuldade respiratória, entre outros sintomas.
Assim, a recomendação é de consultar um nutricionista antes de iniciar uma dieta restritiva, para poder desenvolver um cardápio adequado e definir a duração da dieta.
Até porque, em dietas restritivas, não há só uma considerável perda calórica, mas uma perda de nutrientes. Também no material que traz diversos estudos do Ministério da Saúde aponta-se a relação de uma alimentação pobre com doenças vasculares.
A pesquisa aponta que os vegetarianos têm menos riscos de desenvolver doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. Contudo, isso não é necessariamente ligado a não ingestão de carne, mas, sim, à dieta rica em fibras, vitaminas, minerais e gorduras insaturadas presentes nos vegetais, somada a um estilo de vida mais saudável, com prática de exercícios físicos.